1) Confirme em qual regra você se encaixa em 2025
As transições continuam avançando ano a ano. Em 2025, a idade mínima progressiva está em 59 anos (mulher) com 30 anos de contribuição e 64 anos (homem) com 35 anos. A cada ano há acréscimo de 6 meses até atingir 62/65.
Por que isso importa? Em 24 meses, você pode “trocar” de regra — e isso pode alterar quando você se aposenta e quanto recebe.
2) Entenda a fórmula do valor do benefício
Na regra geral pós-reforma, o cálculo parte de 60% da média de 100% dos salários de contribuição, com +2% por ano que exceder 15 anos (mulher) ou 20 anos (homem). Ou seja, tempo a mais além desses marcos aumenta o percentual aplicado à sua média.
Dica de ouro: às vezes adiar alguns meses a Data de Entrada do Requerimento (DER) melhora o percentual e eleva o valor.
3) Faça a “faxina” do CNIS
Entre no Meu INSS e baixe seu Extrato CNIS. Procure:
- Vínculos sem remuneração ou datas quebradas;
- Indicadores de contribuição abaixo do mínimo;
- Períodos em falta (autônomo, MEI, vínculos antigos).
Conserte antes de pedir o benefício: evita exigências e indeferimentos.
4) Complete contribuições abaixo do salário mínimo
Se em algum mês sua base ficou abaixo do mínimo, é possível complementar via DARF código 1872 (SicalcWeb/Receita Federal) para que a competência conte para tempo e carência.
Exemplo prático: recebeu R$ 1.300 no mês com mínimo em R$ 1.518? Complementa-se a diferença conforme a alíquota da sua categoria para não “perder” o mês.
5) É MEI? Avalie complementar 15% (código 1910)
O MEI recolhe 5% no DAS. Para equiparar ao plano de 20% (e destravar benefícios e bases maiores), é comum complementar 15% via GPS 1910. Planeje isso com cuidado: pode fazer diferença na sua média.
6) Organize provas de tempo especial (se for o caso)
Quem trabalhou exposto a agentes nocivos precisa do PPP. Desde 01/01/2023, o PPP eletrônico substitui o físico para períodos recentes e pode ser consultado no Meu INSS. Garanta que constem função, agentes e LTCAT de referência.
7) Cheque oportunidades esquecidas
- Tempo militar (certidão soma ao total).
- Tempo rural e possibilidade de aposentadoria híbrida (rural + urbano) para fechar carência.
- Contagem recíproca (CTC) entre RGPS/RPPS.
Esses elementos podem adiantar a elegibilidade ou fortalecer a base de cálculo.
8) Faça simulações e compare cenários
Monte, no papel ou em planilha, dois ou três cenários: pedir agora vs. esperar 6–12–24 meses. Considere:
- Percentual da fórmula (60% + 2% ao ano acima de 15/20);
- Regras de 2025 e a progressão anual;
- Complementos MEI/abaixo do mínimo que podem “virar” o jogo.
9) Checklist rápido (últimos 24 meses)
CNIS baixado, lido e limpo
- Mês abaixo do mínimo complementado (DARF 1872
- MEI: avaliado complemento 15% (GPS 1910)
- PPP eletrônico conferido (se especial)
- Certidões/CTC/tempo rural separados
- Simulações comparadas por regra (pontos/idade progressiva/idade programada)
Os últimos 24 meses são decisivos: é quando você corrige o passado, otimiza o presente e escolhe a melhor janela para pedir o benefício. Um ajuste no CNIS, um complemento e alguns meses a mais podem representar milhares de reais ao longo da vida.
Próximo passo: agende um Planejamento Previdenciário com a Dra. Mikaeli Scudeler para montar sua estratégia, simular cenários e entrar com o pedido na melhor data — com segurança jurídica e o melhor valor possível.

